A qualidade da farinha de milho está directamente condicionada pelo sistema de produção que lhe dá origem, variando entre modelos artesanais, híbridos e industriais. Este estudo analisou comparativamente os padrões de qualidade e de segurança alimentar da farinha de milho produzida em dois sistemas distintos na província de Benguela, Angola: a moagem híbrida da Canata, no Lobito, e a fábrica Yokimbo (grupo Fonseca & Irmãos Indústria, S.A.), na Catumbela. Adoptou-se metodologia aplicada, de abordagem mista e objectivos exploratório-descritivos, estruturada num estudo de caso. A população foi composta por 63 participantes (5 profissionais da Canata, 8 da Yokimbo e 50 consumidores), tendo a amostra intencional reunido 52 elementos um responsável de cada unidade e 50 consumidores. Os dados foram recolhidos por entrevista, observação directa e inquérito, e complementados por ensaios físico-químicos, visuais e microbiológicos às farinhas de ambas as unidades. Os resultados indicam que a Yokimbo opera um processo industrializado e mecanizado, com maior padronização e monitorização, enquanto a Canata funciona em regime semi-mecanizado, fortemente dependente da experiência dos operadores. Os teores de humidade (13,40% na Canata; 12,89% na Yokimbo) e de gordura (2,47% e 2,10%, respectivamente) mantiveram-se dentro de intervalos considerados aceitáveis, mas observaram-se diferenças na granulometria, na homogeneidade visual e, sobretudo, na condição microb Ler mais...
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